Panorama da Teologia Feminista Brasileira – parte 2

Esse texto faz parte da série Panorama da Teologia Feminista Brasileira.
[parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5, parte 6]

Como diria Ivone Gebara “a teologia feminista é parte de uma revolução cultural que ainda está em seus primeiros passos”.  A série “Panorama da Teologia Feminista Brasileira” tem como objetivo dar visibilidade e voz para as mulheres que tem ousado dar esse passo e fazer parte dessa revolução cultural. Na primeira parte do texto algumas mulheres foram destacadas, como Ivone Gebara, Nancy Cardoso Pereira, Ivoni Richter Reimer, Luiza Etsuko Tomita e Maria Clara Lucchetti Bingemer. Nesse segundo momento serão abordadas mais 6 mulheres estão na mesma luta de desconstrução teológica e social em busca da valorização da figura da mulher no campo religioso.

Elaine Gleci Neuenfeldt

“Possui graduação em Teologia pela Escola Superior de Teologia (1991), com experiência de Intercâmbio de Estudos pelo Centro Intereclesial de Estudios Teológicos y Sociales de Nicarágua (1989), Mestrado (2001) e Doutorado (2004) em Teologia pelo Instituto Ecumênico de Pós Graduação, da Faculdades EST, São Leopoldo. É pastora ordenada da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, assessora do CEBI – Centro de Estudos Bíblicos. Foi docente da Cátedra de Teologia Feminista do Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em Teologia, da Faculdades EST. Tem experiência na área de Teologia e Bíblia, com ênfase em Estudos de Gênero, atuando principalmente nos temas: gênero, feminismos, estudos bíblicos, leitura popular da bíblia e hermenêutica feminista.” (CV LATTES)

Algumas de suas obras  Nossos caminhos e nossas opções metodológicas. Ensaios de Leitura Bíblica Popular, Feminista e de Gênero (2007) Encontros e conversas – pela cultura da paz e superação da violência doméstica (2007). Publicou artigos e escreveu capítulos de diversos livros, como “Teologia ecofeminista – inter-relações possíveis entre conhecimento, mulheres e ecologia.” (2008); “Metodologias de Leitura Popular e feminista – o voto e o sacrifício de Ana (1 Samuel 1,9-18. 24-28)” (2007);  “Encontros e conversas que dizem NÃO à violência contra as mulheres” (2007); “Papéis de gênero e experiências religiosas de mulheres” (2004)

Marga Janete Ströher

Marga J. Ströher é mestre e doutora em Teologia pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdades EST de São Leopoldo/RS, com graduação incompleta em Filosofia pelo UNILASALLE. Especialização em Gestão de Políticas Públicas em Direitos Humanos (em andamento) pela Escola Nacional de Administração Pública/ENAP (em andamento). A pesquisa e a atuação acadêmica caracterizam-se pela interdisciplinaridade e transversalidade e situam-se na linha de hermenêutica, filosofia antiga, história da filosofia, filosofia intercultural, epistemologia feminista, relações de gênero, estudos culturais, educação, história da ciência, direitos humanos, políticas públicas e diversidade na interface com estudos da religião.

Projetos de pesquisa concluídos: “O papel da religião e do discurso religioso na produção e na reprodução da violência sexista e a desconstrução do discurso e dos símbolos religiosos para a superação da violência” (CNPq); O papel da religião na produção e na reprodução da violência sexista e a questão dos direitos humanos das mulheres (FAPERGS), “Religião, Poder e Direitos Humanos – Uma abordagem de gênero e etnia em comunidades quilombolas” (CNPq). Atuou como professora na Faculdades EST, de 2002-2010, nos cursos de Teologia e Musicoterapia, e na Escola da Previdência Social junto à Coordenação-Geral de Educação Continuada da Administração Central do INSS, em Brasília, de 2010 a 2011. Atualmente é Assessora da Assessoria de Direitos Humanos e Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e tutora da UNB no curso de Prevenção de Uso de Drogas para Professores de Escolas Públicas (convênio UNB-Prodequi, MEC e Senasp)” (CV LATTES)

Publicou (livros e capítulos) e organizou livros como ” Igreja na casa dela: papel religioso das mulheres no mundo greco-romano e nas primeiras comunidades cristãs” (1996); ” À flor da pele – Ensaios sobre gênero e corporeidade” (Org) (2004); “Corporeidade, Etnia e masculinidade” (Org) (2005); “Gênero entre diversidade e identidade: alguns desdobramentos possíveis” (Cap)(2008); Por uma linguagem integradora de mulheres e homens” (1991). São inúmeros artigos publicados, destaco alguns: “Corpos educados, sexualidade construídas (2000);  “Entre a afirmação da igualdade e o dever da submissão. relações de igualdade e poder patriarcais em conflito nas primeiras comunidades cristãs (2000); “Ser mãe sem padecer no paraíso – Alguns fios da trama entre as mulheres, Eva, Maria e Ártemis” (2003); “A história de uma história – o protagonismo das mulheres na Teologia Feminista” (2005).

Valéria Cristina Vilhena

“Doutora do Programa Interdisciplinar em Educação, História da Cultura e Artes, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Isenção de Taxas concedida pela própria Instituição. Mestra em Ciências das Religiões, Área de Práxis Ciências Sociais, pelo Programa de Pós Graduação em Ciências da Religião / UMESP (2009). Graduada em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2006). Professora do INEQ – Instituto Nacional de Educação e Qualificação, na formação continuada de professoras e professores da rede pública de São Paulo. Fundadora do Movimento EIG – Evangélicas pela Igualdade de Gênero. Áreas de Pesquisa e atuação: Gênero, Educação, História Cultural, Sociologia da Religião.” (CV LATTES)

Publicou livros como “Evangélicas por sua Voz e Participação – Gênero em Discussão” (2015);  “Violências de Gênero, Evangélicos (a) políticos e os Direitos Humanos”  (2015); apresentou trabalhos e artigos com as seguintes temáticas “O Corpo Reprimido” (2011); “O feminino na sala de aula” (2013).

Regene Lamb

“Regene Lamb, pastora da IECLB e mestra em Teologia. Concluiu o curso de Teologia em 1983 e o mestrado em 2006 na Escola Superior de Teologia de São Leopoldo, RS. Trabalhou num Projeto de Teologia Feminista da Libertação em Kassel e lecionou na Faculdade de Teologia da Igreja Metodista em Porto Velho. Atuou como pastora nas Paróquias de Colorado do Oeste, Rolim de Moura, Porto Velho, Erval Seco, Cachoeira do Sul e na Coordenação do Conselho de Formação no Sínodo Uruguai. Foi representante do Sínodo Centro Campanha-Sul no Conselho da Igreja de 2008 a 2012. Atualmente atua como pastora na Paróquia em Monte Alverne, município de Santa Cruz, estado do Rio Grande do Sul.”

Trabalha com diferentes tipos de hermenêuticas. Escreveu textos como Criança presente: pistas pra uma hermenêutica bíblica na perspectiva das crianças” (2007); “Relações de gênero e leitura bíblica”; Luise Schottroff” (uma breve biografia dessa importante teóloga feminista).

Tea Frigerio

“Tea Frigerio é italiana, Missionária de Maria (Xaveriana), no Brasil desde 1974. Foi assessora e professora de Sagrada Escritura no IPAR (Instituto de Pastoral Regional) de Belém do Pará. No mesmo Instituto foi coordenadora do Departamento de Pastoral e Diretora por dois mandatos.

Formada em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, pós-graduada em Assessoria Bíblica pela Faculdades EST-CEBI. Foi coordenadora do Programa de Formação do CEBI e atualmente é assessora do CEBI.”

Escreveu uma série de livros chamado “Curso Popular de Bíblia“. A experiência é resultado de anos de estudo, com leigos e leigas, lideranças comunitárias e populares, na periferia de Belém. Ao todo são 7 volumes, que perpassam todas as etapas da Bíblia, todos elaborados por Tea Frigerio. Autora de livros como “Ecofeminismo: novas relações, nova terra, novos céus” (2002);  “Hermenêutica feminista e de gênero” (2000); “Atos das mulheres – justiça, solidariedade, mística”; “Carta aos Filipenses – O sonho de Deus: uma casa acolhedora”. Produziu artigos e reflexões como “Discipulado de mulheres – O perfume encheu a casa”; “Leitura bíblica na Amazônia”.

Ana Luisa Alves Cordeiro

Doutoranda em Educação e Graduanda em Administração, pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB-MS). Mestra em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO/2009). Bacharel em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO/2007). Bolsista da ADVENIAT (Alemanha) durante o Mestrado. Pesquisadora do Centro de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação, Gênero, Raça e Etnia (CEPEGRE/UEMS). Membro do Grupo de Pesquisa em Educação, Gênero, Raça e Etnia (GEPEGRE-CNPq-UEMS), desde 2011 e vice-líder no período de 2011 a 2014. Více-líder do Grupo de Estudos e Pesquisa Políticas de Educação Superior/Mariluce Bittar (GEPPES/MB-UFMS), desde 2014 e membro desde 2013; Membro do Grupo de Pesquisa Educação Superior e Relações Étnico-Raciais (GPESURER-UFRRJ), desde 2015.

Membro do Coletivo de Mulheres Negras “Raimunda Luzia de Brito” (CMNEGRAS), desde 2009, do Instituto de Direitos Humanos de Mato Grosso do Sul (IDHMS), desde 2013, e do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), desde 2000. Integra o GT 11 da ANPEd ‘Política de Educação Superior’ e a Rede Universitas/Br que investiga as políticas de expansão da educação superior no Brasil, pós-LDB. Profissional credenciada para prestar ações de qualificação e formação na Fundação Escola de Governo de MS, para as temáticas: diversidade, elaboração e gerenciamento de projetos, planejamento estratégico e voluntariado, desde 2013. Prestou consultoria para Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Áreas de pesquisa: políticas públicas, políticas educacionais, relações étnico-raciais e de gênero” (CV LATTES)

Suas pesquisas foram nas temáticas “Recuperando o Imaginário da Deusa: estudo sobre a divindade Aserá no Antigo Israel” (2009); “Políticas de Ação Afirmativa: implicações na trajetória acadêmica e profissional de afro-brasileiros/as cotistas egressos/as da UEMS” (2014). Seu livro publicado “Onde estão as deusas? Asherah, a deusa proibida, nas linhas e entrelinhas da Bíblia” (2011).  Publicou artigos como “Fortalecendo a mística a partir de uma leitura afro-descendente de Gn 1,1-2,4a” (2008); “Asherah, a Deusa Proibida.” (2007); “Representação Feminina do Sagrado: entre imaginário, violência e recuperação simbólica” (2013); “O Imaginário Feminino da Divindade como caminho de empoderamento das mulheres” (2008).

Agradecimentos a Ivoni Ricther Reimer, Carlos Arthur Dreher, Regene Lamb e Ivone Gebara por contribuir e incentivar a proposta.

5 pensamentos sobre “Panorama da Teologia Feminista Brasileira – parte 2

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