Teologia Feminista

Como diria Ivone Gebara “a teologia feminista é parte de uma revolução cultural que ainda está em seus primeiros passos”.  A série “Panorama da Teologia Feminista Brasileira” tem como objetivo dar visibilidade e voz para as mulheres que tem ousado dar esse passo e fazer parte dessa revolução cultural. Esse panorama pretende apresentar uma breve introdução das teólogas feministas brasileiras e algumas de suas obras. Mulheres que tem se colocado na linha de frente contra uma teologia machista e patriarcal, abrindo caminhos e “rompendo o silêncio”, como diria Ivone Gebara.

Ivone Gebara

“Seu sobrenome ecoa a revolução na América Latina. Ivone Gebara é brasileira, freira e feminista. Pertence à Congregação das Irmãs de Nossa SenhoraCônegas de Santo Agostinho – e por décadas viveu no Nordeste do Brasil, numa vida de “inclusão” no meio popular. De dentro da Igreja procura mudá-la. Dedica-se, fundamentalmente a partir de uma teologia feminista, desconstruir o direito natural, patriarcal e machista que a hierarquia católica pretende impor. Devido as suas posições, especialmente em favor da despenalização e legalização do aborto, recebeu severos castigos impostos pelo Vaticano. Porém, Ivone não se cala.

Ela nasceu em 1944. É doutora em Filosofia pela Universidade Católica de São Paulo e em Ciências Religiosas pela Universidade Católica de Lovaina (Bélgica). Durante 17 anos, lecionou no Instituto de Teologia de Recife, até a sua dissolução ordenada pelo Vaticano, em 1999, como uma forma de silenciá-la. Desde então, dedica o seu tempo, principalmente, para escrever, dar cursos e conferências sobre a hermenêutica feminista, novas referências antropológicas e a ética e os fundamentos filosóficos e teológicos do discurso religioso.

É autora de mais de 30 livros e de dezenas de artigos e ensaios, entre eles: “Trindade: palavra sobre coisas velhas e novas. Uma perspectiva ecofeminista” (1994), “Teologia ecofeminista: ensaio para repensar o conhecimento e a religião” (1997), “Rompendo o silêncio: uma fenomenologia feminista do mal” (2000), “Mulheres de mobilidade escravas: as mulheres do nordeste, uma vida melhor e feminismo” (2000), “As águas do meu poço. Reflexões sobre experiências de liberdade” (2005); “O que é teologia?” (2006), “O que é teologia feminista?” (2007), “O que é cristianismo?” (2008) e “Compartilhar os pães e os peixes. O cristianismo, a teologia e teologia feminista” (2008).” ( CARBAJAL, 2012)

Nancy Cardoso Pereira

Nancy é pastora e teóloga metodista.  Agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) na região Sul Rio, professora de teologia e história da Universidade Severino Sombra, Vassouras, Rio de Janeiro.

“Possui mestrado (1992) e doutorado (1998) em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (1992); pós-doutorado em História Antiga na Unicamp (2006); graduação em Teologia – Bennett (1987), licenciatura em Filosofia pela Universidade Metodista de Piracicaba (2002); membro do conselho editorial da Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana; membro do Palestine Israel Ecumenical Forum (PIEF)/ World Council of Churches (WCC);membro do Núcleo de Estudos de Gênero da Escola Superior de Teologia (EST); experiência de ensino na área de Ciências da Religião/Teologia, Filosofia e História, com ênfase em História Antiga Oriental, Exegese e Hermenêutica Bíblica atuando principalmente nos seguintes temas: metodologia da pesquisa, religião e sociedade, historia antiga oriental, história da religião antiga, filosofia antiga e medieval, antropologia e religião na antiguidade médio-oriental, literatura e relações sociais de gênero, campesinato, hermenêutica feminista latinoamericana. Assessora de Formação da Comissão Pastoral da Terra (CPT).” (CV Lattes)

Publicou livros como “Palavras se Feitas de Carne – leitura feminista e crítica dos fundamentalismos” (2014); “Querida Ivone: amorosas cartas de teologia e feminismo” (Org. 2014);   “Remover pedras, plantar roseiras, fazer doces – por um ecossocialismo feminista” (2009). E escreveu diversos artigos sobre a temática da teologia e hermenêutica feminista. Destaco aqui alguns: “Teologia da Mulher” (2015.);  “Experiencia Religiosa e Identidade de Gênero. Caminhos da História” (2010); “Hermenêutica feminista: roteiros de inimizade ou parcerias saborosas?” ( 2005).

Ivoni Richter Reimer

Ivoni Reimer é “pastora ordenada da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Fez graduação em Teologia pela Faculdade de Teologia em São Leopoldo e Estudos de Teologia pela Faculdade de Teologia Bethel (Alemanha). Tem experiência na área de Teologia e Ciências da Religião, com ênfase em Bíblia, Sociedade e Cultura, atuando principalmente nos seguintes temas: exegese, hermenêutica bíblica e feminista, espiritualidade, Novo Testamento, mundo sócio-cultural e bíblia, movimento de Jesus, ecologia, movimentos sociais, relações de gênero e literatura sagrada, Direitos Humanos, história antiga e Bíblia.

Pós-doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas, Interdisciplinar, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutora em Teologia/FIlosofia pela Universidade de Kassel (Alemanha, 1990). Professora na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (Departamento de Filosofia e Teologia – Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências da Religião; docente no Mestrado em História Cultural). Pesquisadora do CNPq.

Foi professora de Teologia na Universidade Metodista do Rio de Janeiro, no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (RJ) e no Instituto de Filosofia e Teologia (GO). Assessora do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), do Serviço de Animação Bíblica (SAB das ed. Paulinas). Já realizou vários projetos de pesquisa, com produção acadêmico-científica e popular. No momento, seus projetos em andamento são “O movimento de Jesus nos Evangelhos. Sinóticos”, “Literatura Sagrada, Saúde e Gênero” e “Mulheres nas Origens do Cristianismo” (PROPE-PUC Goiás). Coordenou por vários anos, até 2014, o Núcleo de Pesquisa e Estudos da Religião (PUC Goiás). É membro-fundadora da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB) e de StreitgängerInnen (Alemanha). Professora colaboradora no Programa POLICREDOS do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra. Professora colaboradora no Programa de Religião e Gênero, das Faculdades EST, São Leopoldo” (CV LATTES)

 Autora de vários livros, capítulos e organização de livros, de artigos em revistas especializadas em Teologia, Religião e Hermenêutica (RIBLA, EstTeol, EstBibl, Caminhos, Fragmentos de Cultura, Schlangenbrut, Caminos, Caminhando). É tradutora. Como por exemplo: “Vida de Mulheres: na Sociedade e na Igreja” (1995); “Maria, Jesus e Paulo com as mulheres – Textos, interpretações e história” (2013); “Corpo, gênero, sexualidade, saúde” (2005); “Grava-me como selo sobre teu coração: teologia bíblica feminista” (2005)

Luiza Etsuko Tomita

“Possui graduação em Graduação de Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção(1987), graduação em Filosofia pela Faculdades Associadas Ipiranga(1993), mestrado em Mestrado Em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção(1994), mestrado em Pós-graduação Psicologia pela Faculdade São Marcos(1995) e doutorado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo(2004). Atualmente é Professora visitante da Escola Dominicana de Teologia, Professora Teologia da Faculdade de Teologia Pio XI e professora visitante do Instituto Teológico São Paulo. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Teologia Sistemática. Atuando principalmente nos seguintes temas: movimentos populares, mulheres, Teologia Feminista, práticas do cotidiano, sexualidade e corpo.” (CV LATTES)

Sua tese de doutorado foi:  Corpo e Cotidiano: a experiência de mulheres de movimentos populares desafia a Teologia Feminista da Libertação na América Latina,(2004);  Entre outras produções bibliográficas estão: “A Teologia Feminista no Contexto de Novos Paradigmas” (1997); “A Contribuição da Teologia Feminista da Libertação para o Debate do Pluralismo Religioso” (2003);   “O desejo seqüestrado das mulheres: desafio para a teologia feminista no século 21 (2005); Gênero e Religião no Brasil: ensaios feministas” (2006); “A teologia feminista libertadora: deslocamentos epistemológicos” (2010).

Maria Clara Lucchetti Bingemer

Maria Clara Bingemer, é uma pioneira entre as mulheres engajadas na teologia no nosso continente, e é brasileira. “Possui graduação em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1975), mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1985) e doutorado em Teologia Sistemática pela Pontifícia Universidade Gregoriana (1989). Atualmente é professora titular no Departamento de Teologia da PUC-Rio. Durante dez anos dirigiu o Centro Loyola de Fé e Cultura da mesma Universidade. Durante quatro anos foi avaliadora de programas de pós-graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Durante seis anos foi decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio.

Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Teologia Sistemática, atuando principalmente nos seguintes temas: Deus, alteridade, mulher, violência e espiritualidade. Tem pesquisado e publicado nos últimos anos sobre o pensamento da filósofa francesa Simone Weil. Atualmente seus estudos e pesquisas vão primordialmente na direção do pensamento e escritos de místicos contemporâneos e da interface entre Teologia e Literatura” (CV LATTES)

Destaco aqui alguns textos e obras da Bingemer: “E A MULHER ROMPEU O SILENCIO A propósito do segundo Encontro sobre a produção teológica feminina nas Igrejas cristãs”  (1986); “A Trindade a partir da perspectiva da mulher” (1986);  “Mulher: Temporalidade e Eternidade – A MULHER ETERNA E O ROSTO FEMININO DE DEUS” (1991); “A Mulher Nos Exercécios: “Inimiga”, Discípula, Mãe e Senhora Nossa” (1996); “A mulher na Igreja hoje – a partir e além do Concílio Vaticano II” (2006); “A escuta da mulher (Construindo a fé e a justiça)” (2007).

Elaine Gleci Neuenfeldt

“Possui graduação em Teologia pela Escola Superior de Teologia (1991), com experiência de Intercâmbio de Estudos pelo Centro Intereclesial de Estudios Teológicos y Sociales de Nicarágua (1989), Mestrado (2001) e Doutorado (2004) em Teologia pelo Instituto Ecumênico de Pós Graduação, da Faculdades EST, São Leopoldo. É pastora ordenada da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, assessora do CEBI – Centro de Estudos Bíblicos. Foi docente da Cátedra de Teologia Feminista do Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em Teologia, da Faculdades EST. Tem experiência na área de Teologia e Bíblia, com ênfase em Estudos de Gênero, atuando principalmente nos temas: gênero, feminismos, estudos bíblicos, leitura popular da bíblia e hermenêutica feminista.” (CV LATTES)

Algumas de suas obras  Nossos caminhos e nossas opções metodológicas. Ensaios de Leitura Bíblica Popular, Feminista e de Gênero (2007) Encontros e conversas – pela cultura da paz e superação da violência doméstica (2007). Publicou artigos e escreveu capítulos de diversos livros, como “Teologia ecofeminista – inter-relações possíveis entre conhecimento, mulheres e ecologia.” (2008); “Metodologias de Leitura Popular e feminista – o voto e o sacrifício de Ana (1 Samuel 1,9-18. 24-28)” (2007);  “Encontros e conversas que dizem NÃO à violência contra as mulheres” (2007); “Papéis de gênero e experiências religiosas de mulheres” (2004)

Marga Janete Ströher

Marga J. Ströher é mestre e doutora em Teologia pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdades EST de São Leopoldo/RS, com graduação incompleta em Filosofia pelo UNILASALLE. Especialização em Gestão de Políticas Públicas em Direitos Humanos (em andamento) pela Escola Nacional de Administração Pública/ENAP (em andamento). A pesquisa e a atuação acadêmica caracterizam-se pela interdisciplinaridade e transversalidade e situam-se na linha de hermenêutica, filosofia antiga, história da filosofia, filosofia intercultural, epistemologia feminista, relações de gênero, estudos culturais, educação, história da ciência, direitos humanos, políticas públicas e diversidade na interface com estudos da religião.

Projetos de pesquisa concluídos: “O papel da religião e do discurso religioso na produção e na reprodução da violência sexista e a desconstrução do discurso e dos símbolos religiosos para a superação da violência” (CNPq); O papel da religião na produção e na reprodução da violência sexista e a questão dos direitos humanos das mulheres (FAPERGS), “Religião, Poder e Direitos Humanos – Uma abordagem de gênero e etnia em comunidades quilombolas” (CNPq). Atuou como professora na Faculdades EST, de 2002-2010, nos cursos de Teologia e Musicoterapia, e na Escola da Previdência Social junto à Coordenação-Geral de Educação Continuada da Administração Central do INSS, em Brasília, de 2010 a 2011. Atualmente é Assessora da Assessoria de Direitos Humanos e Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e tutora da UNB no curso de Prevenção de Uso de Drogas para Professores de Escolas Públicas (convênio UNB-Prodequi, MEC e Senasp)” (CV LATTES)

Publicou (livros e capítulos) e organizou livros como ” Igreja na casa dela: papel religioso das mulheres no mundo greco-romano e nas primeiras comunidades cristãs” (1996); ” À flor da pele – Ensaios sobre gênero e corporeidade” (Org) (2004); “Corporeidade, Etnia e masculinidade” (Org) (2005); “Gênero entre diversidade e identidade: alguns desdobramentos possíveis” (Cap)(2008); Por uma linguagem integradora de mulheres e homens” (1991). São inúmeros artigos publicados, destaco alguns: “Corpos educados, sexualidade construídas (2000);  “Entre a afirmação da igualdade e o dever da submissão. relações de igualdade e poder patriarcais em conflito nas primeiras comunidades cristãs (2000); “Ser mãe sem padecer no paraíso – Alguns fios da trama entre as mulheres, Eva, Maria e Ártemis” (2003); “A história de uma história – o protagonismo das mulheres na Teologia Feminista” (2005).

Valéria Cristina Vilhena

“Doutora do Programa Interdisciplinar em Educação, História da Cultura e Artes, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Isenção de Taxas concedida pela própria Instituição. Mestra em Ciências das Religiões, Área de Práxis Ciências Sociais, pelo Programa de Pós Graduação em Ciências da Religião / UMESP (2009). Graduada em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2006). Professora do INEQ – Instituto Nacional de Educação e Qualificação, na formação continuada de professoras e professores da rede pública de São Paulo. Fundadora do Movimento EIG – Evangélicas pela Igualdade de Gênero. Áreas de Pesquisa e atuação: Gênero, Educação, História Cultural, Sociologia da Religião.” (CV LATTES)

Publicou livros como “Evangélicas por sua Voz e Participação – Gênero em Discussão” (2015);  “Violências de Gênero, Evangélicos (a) políticos e os Direitos Humanos”  (2015); apresentou trabalhos e artigos com as seguintes temáticas “O Corpo Reprimido” (2011); “O feminino na sala de aula” (2013).

Regene Lamb

“Regene Lamb, pastora da IECLB e mestra em Teologia. Concluiu o curso de Teologia em 1983 e o mestrado em 2006 na Escola Superior de Teologia de São Leopoldo, RS. Trabalhou num Projeto de Teologia Feminista da Libertação em Kassel e lecionou na Faculdade de Teologia da Igreja Metodista em Porto Velho. Atuou como pastora nas Paróquias de Colorado do Oeste, Rolim de Moura, Porto Velho, Erval Seco, Cachoeira do Sul e na Coordenação do Conselho de Formação no Sínodo Uruguai. Foi representante do Sínodo Centro Campanha-Sul no Conselho da Igreja de 2008 a 2012. Atualmente atua como pastora na Paróquia em Monte Alverne, município de Santa Cruz, estado do Rio Grande do Sul.”

Trabalha com diferentes tipos de hermenêuticas. Escreveu textos como Criança presente: pistas pra uma hermenêutica bíblica na perspectiva das crianças” (2007); “Relações de gênero e leitura bíblica”; Luise Schottroff” (uma breve biografia dessa importante teóloga feminista).

Tea Frigerio

“Tea Frigerio é italiana, Missionária de Maria (Xaveriana), no Brasil desde 1974. Foi assessora e professora de Sagrada Escritura no IPAR (Instituto de Pastoral Regional) de Belém do Pará. No mesmo Instituto foi coordenadora do Departamento de Pastoral e Diretora por dois mandatos.

Formada em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, pós-graduada em Assessoria Bíblica pela Faculdades EST-CEBI. Foi coordenadora do Programa de Formação do CEBI e atualmente é assessora do CEBI.”

Escreveu uma série de livros chamado “Curso Popular de Bíblia“. A experiência é resultado de anos de estudo, com leigos e leigas, lideranças comunitárias e populares, na periferia de Belém. Ao todo são 7 volumes, que perpassam todas as etapas da Bíblia, todos elaborados por Tea Frigerio. Autora de livros como “Ecofeminismo: novas relações, nova terra, novos céus” (2002);  “Hermenêutica feminista e de gênero” (2000); “Atos das mulheres – justiça, solidariedade, mística”; “Carta aos Filipenses – O sonho de Deus: uma casa acolhedora”. Produziu artigos e reflexões como “Discipulado de mulheres – O perfume encheu a casa”; “Leitura bíblica na Amazônia”.

Ana Luisa Alves Cordeiro

Doutoranda em Educação e Graduanda em Administração, pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB-MS). Mestra em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO/2009). Bacharel em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO/2007). Bolsista da ADVENIAT (Alemanha) durante o Mestrado. Pesquisadora do Centro de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação, Gênero, Raça e Etnia (CEPEGRE/UEMS). Membro do Grupo de Pesquisa em Educação, Gênero, Raça e Etnia (GEPEGRE-CNPq-UEMS), desde 2011 e vice-líder no período de 2011 a 2014. Více-líder do Grupo de Estudos e Pesquisa Políticas de Educação Superior/Mariluce Bittar (GEPPES/MB-UFMS), desde 2014 e membro desde 2013; Membro do Grupo de Pesquisa Educação Superior e Relações Étnico-Raciais (GPESURER-UFRRJ), desde 2015.

Membro do Coletivo de Mulheres Negras “Raimunda Luzia de Brito” (CMNEGRAS), desde 2009, do Instituto de Direitos Humanos de Mato Grosso do Sul (IDHMS), desde 2013, e do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), desde 2000. Integra o GT 11 da ANPEd ‘Política de Educação Superior’ e a Rede Universitas/Br que investiga as políticas de expansão da educação superior no Brasil, pós-LDB. Profissional credenciada para prestar ações de qualificação e formação na Fundação Escola de Governo de MS, para as temáticas: diversidade, elaboração e gerenciamento de projetos, planejamento estratégico e voluntariado, desde 2013. Prestou consultoria para Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Áreas de pesquisa: políticas públicas, políticas educacionais, relações étnico-raciais e de gênero” (CV LATTES)

Suas pesquisas foram nas temáticas “Recuperando o Imaginário da Deusa: estudo sobre a divindade Aserá no Antigo Israel” (2009); “Políticas de Ação Afirmativa: implicações na trajetória acadêmica e profissional de afro-brasileiros/as cotistas egressos/as da UEMS” (2014). Seu livro publicado “Onde estão as deusas? Asherah, a deusa proibida, nas linhas e entrelinhas da Bíblia” (2011).  Publicou artigos como “Fortalecendo a mística a partir de uma leitura afro-descendente de Gn 1,1-2,4a” (2008); “Asherah, a Deusa Proibida.” (2007); “Representação Feminina do Sagrado: entre imaginário, violência e recuperação simbólica” (2013); “O Imaginário Feminino da Divindade como caminho de empoderamento das mulheres” (2008).

Wanda Deifelt

Wanda Deifelt é brasileira, luterana, possui graduação em Teologia pela Escola Superior de Teologia – EST, de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Tem mestrado pelo Garrett-Evangelical Theological Seminary e doutorado pela Northwestern Univesity, ambas na cidade de Evanston, estado de Illinois, EUA. Atua como professora e coordenadora do departamento de Religião da Luther College, na cidade de Decorah, estado de Iowa, EUA. Trabalha com teologias contextuais, em especial teologia feminista. Entre os temas que aborda estão Lutero e luteranismo, criação, cristologia, direitos humanos e sexualidade.”

É autora do livro “À flor da pele – Ensaios sobre gênero e corporeidade”( 2004). Escreveu inúmeros artigos com a temática da teologia e hermenêutica feminista, entre eles: “Maria Madalena: a primeira testemunha da ressurreição.” (1985); “Os primeiros passos de uma hermenêutica feminista: a Bíblia das Mulheres, e ditada por Elizabeth Cady Stanton.” (1992); “Palavras e outras palavras: a teologia, as mulheres e o poder” (1996); ” Mulheres na educação teológica no Brasil” (1992) ; ” Mulheres pregadoras: uma tradição na Igreja” (2001);  “Temas e metodologias da teologia feminista” (2003);  “O corpo em dor: uma análise feminista da arte pictórica de Frida Kahlo” (2004); “Gênero e AIDS: o desafio das mulheres diante da pandemia do HIV” (2004);  “Contribuições da teologia ecofeminista para uma leitura ecológica da Bíblia” (2003).

Isabel Aparecida Félix

Assessora nacional do CEBI, co-fundadora da ONG MENINA FELIZ de Campina Grande-PB e autora de artigos relacionados à hermenêutica feminista da Bíblia. “Doutora em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (2010), Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (2003) e graduadação em Pedagogia (Licenciatura Plena) pela Faculdades Associadas do Ipiranga (1989). Interessada, especialmente em Metodologia e Hermenêutica, Religião e Direitos Humanos e na relação entre Estudos Culturais e uma hermenêutica antropológica de textos sagrados e outros textos.” (CV LATTES)

Organizadora do livro “Teologias com Sabor de Mangostão” ( 2009). Produziu artigos como: “Gênero, Religião e Políticas Públicas” (2007);  “Avançamos muito, mas ainda há muito chão pela frente” (2006); “Uma homenagem a vida e obra de Ivone Gebara Uma mulher sábia, compassiva e de liberdade profética/poética” (2014); ” A contribuição da Hermenêutica Feminista da Bíblia para o processo de concientização em vista da transformação da realidade” (2006); “A função desmistificadora da Hermenêutica Feminista da Bíblia” (2006);  “Invitación a repensar el potencial de transformación del método de la Lectura Popular de la Bíblia” (2011).

Carolina Bezerra de Souza

“É mestre em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Possui graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília (2000). Foi engenheira de desenvolvimento da Wise Telecomunicações de 2001 a 2008. Tem experiência na área de Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrônica para Telecomunicações. Bacharel em Teologia pela Faculdade Batista do Rio de Janeiro (2011), mantida pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Atualmente é doutoranda do Programa de pós graduação stricto senso em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Goiás onde trabalha na linha de Literatura Sagrada especialmente nos textos neo-testamentários sob perspectiva de gênero” (CV LATTES)

Seu mestrado teve a temática “Jesus e as mulheres no Evangelho de Marcos: Paradigmas de relações de gênero” (2014). Está fazendo sua pesquisa de doutorado também no Evangelho de Marcos, com o título “Marcos: evangelho das mulheres“. Escreveu artigos como “As mulheres: modelo de seguimento no movimento de Jesus e na Igreja” (2012);  ” Teologia pública e a questão da cidadania e da violência contra a mulher” (2013); “Mulheres, Religião e Mudança Social: Uma Aproximação ao Tema no Ambiente da Ditadura Militar no Brasil” (2015).

Marcia Blasi

“Doutoranda em Teologia pela Escola Superior de Teologia. Possui Bacharelado em Teologia pela Escola Superior de Teologia (1997) e Mestrado pelo Graduate Theological Union, Berkeley, CA/EUA (2001). Atualmente é professora de Teologia Feminista e Co-coordenadora do Programa de Gênero e Religião da Faculdades EST, em São Leopoldo/RS. É Assessora do Conselho da Federação Luterana Mundial para questões de gênero e facilitadora da Rede de Mulheres e Justiça Gênero da Federação Luterana Mundial na América Latina. É Pastora Ordenada da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil desde 1998. Foi Pastora Vice-Sinodal no Sínodo Noroeste Riograndense.” (CV LATTES)

Organizou o livro, com a colaboração de outros colegas, “Ainda Feminismo e Gênero” (2013). Escreveu artigos e capítulos de livros com os seguintes títulos: “Aconselhamento Pastoral em Perspectiva Feminista Princípios Básicos” (2014); “Gênero e Poder” (2013); “Nem tão doce lar” (2012); “Questões de Gênero e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil” (2009); “Coisas do Gênero: Revista de estudos feministas em gênero e religião” (2015).

Mercedes Lopes

“Possui graduação em Licenciatura em Teologia e Bíblia pela Universidade Bíblica Latino Americana (1995), graduação em Teologia Sistemática pelo Instituto Boliviano de Teologia a Distância e Universidade Católica Bolívia (1992), mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (2004) e doutorado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (2007). Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Pesquisa Bíblica, atuando principalmente nos seguintes temas: exegese, mulher, cidadania, ecologia, justiça, Jesus, sabedoria.” (CV LATTES)

Seus escritos são inúmeros, destacarei alguns artigos e capítulos de livros publicados: “Mulheres que inventam saídas” (1996); “Pontos básicos para uma leitura de Gênero no CEBI” (2000); “Espiritualidade Patriarcal e Imagens de Deus” (2003); “Maria Madalena e as outras Marias” (2004); “Mulheres da Bíblia a serviço da vida” (2008);  “Mulheres da Bíblia a serviço da vida” (2012);  “A mulher sábia e a sabedoria mulher” (2007);  “O papel de Marta na comunidade Joannina” (2016); “Fui tecida em segredo, na terra mais profunda” (2016).

Claudete Beise Ulrich

“Possui graduação em Teologia pela Escola Superior de Teologia (1987), graduação em Pedagogia – habilitação Educação Infantil pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2005), mestrado em Teologia Prática pelo Instituto Ecumênico de Pós Gradução da Escola Superior de Teologia (2002) e doutorado em Teologia, área de concentração religião e educação também pelo Instituto Ecumênico de Pós Gradução da Escola Superior de Teologia (2006), tendo tido como orientador Prof. Dr. Alceu Ferraro Ravanello e co-orientador Prof. Dr. Evaldo Pauly. Realizou pós-doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina sob a supervisão da Profª. Drª. Joana Maria Pedro (2007-2008). De 2009 a 2012 atuou como intercambista em projetos ecumênicos na região de Hannover/Alemanha. De 2012 a 2015 atuou como coordenadora de estudos na Academia de Missão junto a Universidade de Hamburgo/Alemanha. Desde agosto 2015 é professora de teologia na Faculdade Unida em Vitória no Espírito Santo. Tem experiência religião, história e educação, atuando principalmente nos seguintes temas: diversidade, teologia feminista, gênero, educação, religião, história das mulheres, história oral, teologia pública, feminismo, história da criança, protestantismo, mulheres e movimento da reforma protestante, pedagogia e teologia da libertação.” (CV LATTES)

Organizou o livro, com outros colegas, “Maria de todas nós” (2013); “Retratos das mulheres da OASE – quem foram e quem são: Caderno de memórias” (2006). Publicou diversos capítulos, como: “Ensino Religioso e relações de gênero: tecendo novos e coloridos fios – contribuições para um currículo não sexista‘ (2005); “Mulheres atuantes” (2006); “Gratidão por ter compartilhado o ministério com Hulda e Hildegart“(2012);  “Maria, Marias em mim!” (2013); “Práxis ética do cuidado e relações de gênero: alguns apontamentos para práticas educativas emancipatórias” (2015); “As mulheres na Reforma Protestante” (2015). Artigos diversos: “Marta e Maria: as mulheres dão sinais da vivência de uma nova espiritualidade” (1995); ” Movimento de mulheres e feminismo em tempos de ditadura milita (1964-1989) e a sua relação com a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil” (2009); “Mulheres pobres brasileiras e o cuidado com a criação: uma perspectiva teológica feminista da libertação e relações de gênero” (2011).

Odja BarrosOdja Barros é pastora, professora de Novo Testamento e assessora do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI). É formada em Educação Religiosa pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil e em Pedagogia pela UFAL. Tem especialização em assessoria bíblica e está cursando o doutorado em Teologia pela Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo.Alguns de seus trabalhos: “Uma Hermenêutica feminista e simbólica do Pentecostes: Uma leitura de Atos 2:1-13 a partir da Mulher.” (Especialização, 2007); “Uma hermenêutica popular e feminista na perspectiva da mulher nordestina: um relato de experiência” (mestrado, 2011); “Re-imaginando a Trindade.” (2015); “Relações de gênero e Igreja: Por uma Ekklesia não patriarcal” (2013); “Lendo a Bíblia a partir da perceptiva da mulher” (2011).

Romi Márcia Bencke

Possui graduação em Teologia pela Escola Superior de Teologia (1998) e mestrado em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente é secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Teologia, atuando principalmente nos seguintes temas: campo religioso, laicidade, religião, políticas públicas, mulheres, teologia da prosperidade, neopentecostalismo e ecumenismo. É a primeira secretária geral mulher do O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC).

Organizou trabalhos como: ” Ecumenismo e Feminismo – Parcerias da Casa Comum” (2012). Escreveu e publicou artigos: ” Religião, estado laico e autodeterminação sexual e reprodutiva das mulheres” (2012); ” O fazer teológico e direitos humanos em diálogo com outras vozes” (2015); “Os calvários nos tempos atuais” (2015);

Maria Soave Buscemi
Nasceu na terra do Meio do mar Mediterraneo, no sul da Itália, no dia 13 de agosto, sexta-feira, de 1963. Educadora e biblista popular, há 20 anos partilha Vida e Bíblia nas erranças das muitas comunidades desta América Afro-Ameríndia. Vive na Terra do Meio do Planalto Catarinense, no “Karú”, a Terra boa dos pinheiros araucárias, a terra da árvore do Povo livre.oave partilha a poiética ecofeminista, a recriação dos textos da Vida e da Bíblia, como espaço sagrado de novas relações na construção de outros mundos possíveis.

Autora das obras: Luas, contos e en-cantos dos evangelhos; A amante, a sabia, a guerreira, a feitiçeira – uma poiética ecofeminista do Novo Testamento; Caminhos: errando entre Vida e Bíblia.

Haidi Jarschel

Doutoranda em História Cultural na UNICAMP. Possui mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de Sao Paulo (1994). Atualmente é professora titular do Instituto São Paulo de Estudos Superiores. Tem experiência na área de Teologia, História, atuando principalmente nos seguintes temas: ética, relações de gênero, feminismo, violência de gênero, direitos humanos, agroecologia. Tem experiência e conhecimentos acumulados na área de políticas públicas e movimentos sociais.

Produziu artigos e obras como: “Variações sobre o bem e o mal: Reflexões ético-teológicas sobre o aborto” (1996); “Para que a memória histórica de resistência das mulheres seja guardada” (1999); “Memórias de mulheres assentadas no Pontal do Paranapanema” (doutorando);  “Ciclo da Violência: vemos o que não vemos?. Tecendo redes em defesa da vida das mulheres” (2003); “Maria numa visão ecumênica (2003); ;Religião e violência simbólica contra as mulheres” (2008); “Mulheres assentadas: narrativas sobre constituição de espaços de liberdade num modelo rural tradicionalmente patriarcal” (2014).

Tânia Mara Vieira Sampaio

Doutora em Ciências da Religião pela UMESP. Mestre em Ciências da Religião pela UMESP. Licenciada em Pedagogia com Habilitação emMagistério para Deficientes Mentais pela UNIMEP. Bacharel em Teologia pela UMESP. Atualmente é docente no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Goiás – Campus Luziânia. Atuou como docente e orientadora no Programa de Mestrado e Doutorado e Graduação em Educação Física da UCB. Universidade Católica de Brasília, na linha de pesquisa Aspectos Socioculturais e Pedagógicos relacionados à Atividade Física e Saúde, no período de 2008 a 2016. Atuou como docente e orientadora no Mestrado em Educação Física da UNIMEP, no período de 2000 a 2008. Tem experiência na área de Educação Física (graduação e pós-graduação), atuando, principalmente, nos seguintes temas: lazer-gênero, gênero-corporeidade, lazer adaptado, lazer e políticas públicas, fundamentos histórico-filosóficos da educação física, esporte e lazer. Editora Chefe da Revista Brasileira de Ciência e Movimento – RBCM.

Seu tema de doutorado foi: “Movimentos do corpo prostituido da mulher na beleza do cotidiano – aproximações da profecia de Oséias” (1997);  “Mulher: Uma prioridade profética” (mestrado, 1990); “Movimentos do corpo prostituído da mulher” (1999); “Um corredor de experiências: práticas de aborto” (1994); “Gênero e complexidade: paradigmas para um diálogo” (2003); “Gênero e os desafios epistêmicos para a teologia e outros saberes” (2003); “Limites e Preconceitos em modalidades hegemonicamente masculinas: o caso do boxe feminino” (2003); “O estudo da relação lazer e gênero no processo de formação profissional e nas políticas públicas” (2007) entre outros.

Tereza Maria Pompéia Cavalcanti

Possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1966), graduação em Sciences Religieuses – Université Catholique de Louvain (1971), graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2003), mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1983) e doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1991). Atualmente é prestação de serviços do Centro de Estudos Bíblicos e assistente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Teologia Pastoral, atuando principalmente nos seguintes temas: pastoral popular, bíblia, espiritualidade, mulher e comunidades eclesiais de base.

Autora de inúmeras obras, destaco apenas alguns: “Produzindo teologia no feminino plural” (1988); “Sobre a participação das mulheres ni VI Encontro Intereclesial de Comunidades de Base” (1987); “As mulheres profetisas no Antigo Testamento” (1986); “Por mãos de mulher” (1993); “A mulher nos 500 anos de Evangelização da América Latina” (1991); “O discurso sobre e a prática de mulheres na Igreja Católica Romana” (1996).

Maryuri Mora Grisales

“Doutora em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo. Possui mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (2011). Graduação em Teologia pela Fundación Universitaria Bautista (2008)”. Faz parte da REJU (Rede Ecumênica da Juventude) desde 2010 e as áreas de interesse, trabalho e pesquisa são: teologia feminista, teologia da libertação, corporeidade e ética. Sua dissertação de mestrado foi na temática (2011):  “?Las caleñas son como las flores?? Tensão discursiva sobre os corpos das mulheres protestantes de Cali”. E sua tese de doutorado (2016): “Rastros de Eros: Para uma er/ética subalterna”. Possui diversos artigos e apresentações sobre feminismo e religião, como: “A ideologia da submissão na literatura cristã para mulheres” (2011); “Teología y género” (2012); “Os mundos de Frida Kahlo: Uma hermenêutica feminista de uma religiosidade ?mestiza?” (2013); “Sustentabilidade para quem? Apontamentos desde uma reflexão ética feminista.” (2014);  “Aportes e desafios das teologias feministas e do discurso pós-colonial para a teologia latino-americana” (2013);  “Corpo e sexualidade no cotidiano das mulheres protestantes de Cali-Colômbia” (2012).

Lilia Marianno

Administradora, professora universitária, empresária e teóloga. Doutoranda em Ciência e Tecnologia no programa de Pós-Graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (HCTE/UFRJ), bolsista de doutorado da CAPES e orientanda do Dr. Evandro Vieira Ouriques. Mestre em Ciências da Religião (Exegese/Literatura e Religião do Mundo Bíblico) pela Universidade Metodista de São Paulo, sendo orientada pelo Dr. Milton Schwantes e Mestre em Teologia Bíblica pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil onde foi orientada pelo Dr. Haroldo Reimer. Membro da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB) onde integrou a diretoria por vários anos, membro da Comissão de Justiça Racial e de Gênero da Aliança Batista Mundial (BWA) e membro do International Process Network (IPN), coordenando as atividades de disseminação do Pensamento Processual no Brasil. Desde 2004 integra o corpo de escritores da Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana (RIBLA) e da Revista Estudos Bíblicos publicada pela Editora Vozes. Escreveu duas dissertações de mestrado com temas ligados à intolerância religiosa, preconceito de gênero, de raça e etnia além de processos de xenofobia e exclusão. Suas pesquisas a levaram também aos estudos de Masculinidades e Homossexualidade e atualmente promove uma série de transmissões em tempo real pelas redes sociais intituladas : Mais educação para falar de Homossexualidade, Homoafetividade e Espiritualidade

Priscila Kikuchi Campanaro

Possui bacharelado e licenciatura em Ciências Sociais (2007), bacharel em Teologia(2010), especialização em Docência no Ensino Superior (2010), mestrado em Ciências da Religião (2014). Atualmente é Doutoranda no programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião na Universidade Metodista de São Paulo com pesquisa na área de Gênero, Religião e Migração. Faz parte do Grupo de Pesquisa Mandrágora/NETMAL nesta mesma instituição. Seu mestrado foi na temática: “Pelo Sagrado Direito de Decidir” (2014) e atualmente está no programa de doutorado com o tema: “Ressignificações ético-teológicas da violência de gênero experimentada pelas migrantes bolivianas na cidade de São Paulo: uma análise a partir das teorias e teologias feministas pós-coloniais e descoloniais”. Escreveu artigos como, por exemplo,  “Teologia Feminista e Católicas pelo Direito de Decidir: caminhos e desafios teórico-práticos de uma produção e atuação teológica- militante pela vida das mulheres” (2015). Organizou um livro “Sabores e Saberes do IV Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião” (2016). E apresentou diversos trabalhos nas temáticas de feminismo, gênero, religião e migração.

Sandra Duarte de Souza

Possui graduação em Serviço Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social (1989), graduação em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo (1992), mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (1995), doutorado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (1999) e pós-doutorado em História Cultural pela UNICAMP (2010). Atualmente é professora titular da Universidade Metodista de São Paulo, coordenadora da área de Religião, Sociedade e Cultura do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, editora da Mandrágora-Revista de Estudos de Gênero e Religião e editora da Revista Estudos de Religião. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia da Religião, atuando principalmente nos seguintes temas: religião, gênero e política. É membro da Associação de Cientistas Sociais da Religião no Mercosul (ACSRM); da Latin American Studies Association (LASA); da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (SOTER); e da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR). Sua tese de doutorado foi na temática: “Teo(a)logia, Ética e Espiritualidade Ecofeminista: Uma Análise do Discurso” (1999). Escreveu diversos livros sobre feminismo e religião: “Gênero e Religião no Brasil: Ensaios Feministas” (2006); “A casa, as mulheres e a igreja: gênero e religião no contexto familiar” (2009);  “Fundamentalismos Religiosos Contemporâneos” (2013), ajudou na organização dos livros “Estudos Feministas e Religião: Tendências e Debates – Volume 1 e 2” (2014; 2015).

Projeto Redomas

“Se considerada como um lugar, pode significar ao mesmo tempo proteção e privação, semelhante aos espaços de exercício da fé cristã. O projeto Redomas: Depoimentos de Dentro, nasceu com a proposta de dar visibilidade às narrativas de mulheres que, em algum momento da vida, em alguns espaços cristãos, foram expostas, objetificadas, classificadas e caladas. Existe mais que apenas um corpo dentro destas redomas. E estes corpos femininos querem falar.

Este projeto foi pensado e está sendo organizado por mulheres cristãs, a maioria delas pertencentes à Aliança Bíblica Universitária do Brasil, que pretendem promover um diálogo para encerrar, de uma vez por todas, a circulação de discursos que considerem mulheres apenas como objetos dentro dos espaços de exercício de fé. Aqui você vai encontrar mulheres escrevendo, falando e produzindo com o intuito de sensibilizar homens e (até outras mulheres) a enxergarem mulheres como um ser. Para além da redoma.”

Coletivo Vozes Marias

O Coletivo Vozes Marias é uma organização de mulheres cristãs que atuam profissionalmente na promoção da justiça e igualdade de gênero e no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. Surgiu no ano de 2014 ligado a Rede FALE – Recife. Sua base de valores éticos busca inspiração e centralidade no Evangelho de Jesus Cristo, debruçando-se sobre os estudos de Gênero e Políticas Públicas para as mulheres.

Coletivo Vozes Marias fala sobre a trajetória de fé e militância de mulheres evangélicas por defesa de direitos, a partir do diálogo e influência da pedagogia crítica e da teologia bíblica feminista, além das experiências pessoais de superação da violência contra a mulher.

Evangélicas pela Igualdade de Gênero

“As ponderações que norteiam este espaço seguem a perspectiva de compreender as relações entre homens e mulheres no espaço religioso evangélico.

O propósito deste espaço é compartilhar ações de redução das desigualdades entre homens e mulheres no espaço religioso, porém com resultados na esfera da família, do trabalho e da sociedade como um todo. O objetivo aqui é desenvolver e compartilhar uma política de empoderamento social entre as mulheres evangélicas. Evangélicas pela Igualdade de Gênero trata-se de uma ação coletiva em que as mulheres tomam controle de seus próprios assuntos, de sua própria vida e de seu destino. Por meio do processo de empoderamento as mulheres evangélicas (protestantes, pentecostais e neopentecostais) podem tomar consciência de suas habilidades (e desenvolver aquelas que lhes faltam) e de suas competências para produzir, criar e gerir em igualdade com os homens.”

Católicas pelo Direito de Decidir

Católicas pelo Direito de Decidir foi fundada no Dia Internacional da Mulher de 1993. A ONG apoia-se na prática e teoria feministas para promover mudanças em nossa sociedade, especialmente nos padrões culturais e religiosos.

O desenvolvimento humano depende do respeito aos direitos humanos e civis da população, em toda sua diversidade. Lutamos pela igualdade nas relações de gênero na sociedade, na Igreja Católica e em outras religiões. Adotamos a corrente de pensamento ético-religioso feminista pelo direito de decidir, que reconhece a autoridade moral e capacidade das mulheres de tomar decisões livremente em todos os campos de suas vidas.

Nossas atividades são direcionadas para as mulheres, jovens, LGBTs, negras, pois acreditamos ser essencial o fortalecimento destes grupos sociais, sejam eles organizados ou não, para que possamos construir uma sociedade plena de direitos e livre de preconceito e violência. Nos dedicamos à promoção da cidadania e do reconhecimento dos direitos sexuais e direitos reprodutivos como direitos humanos.”

Grupo Flor de Manacá

“Como exemplo dessa preocupação mais ampla com os dilemas da cultura patriarcal e o sofrimento das mulheres do nordeste, nasce na IBP (Igreja Batista do Pinheiro), no ano de 2006, o Grupo Flor de Manacá, assumidamente articulado com uma hermenêutica feminista de gênero.

Mais do que um movimento pedagógico que visa transmitir informações sobre a Bíblia, ou ainda mais do que a simples contextualização da interpretação bíblica, o Grupo Flor de Manacá acaba por se constituir como um interessante instrumento de empoderamento de mulheres simples, na capital Maceió e no interior do estado, que, de outra maneira, permaneceriam passivas frente à posição subalterna em relação aos homens, imposta pela cultura patriarcal na qual estão inseridas. O potencial libertador e conscientizador da Bíblia, serve como fomento para uma nova atitude dessas mulheres frente à sociedade e frente à si mesmas. Nas palavras de Santos (idem, p. 53)¹, “o Grupo Flor de Manacá busca caminho de libertação, de cura e de reconstrução que traga vida melhor para mulheres nordestinas através da releitura da Bíblia”.